Quando a urgência bate à porta, esperar não é uma opção. A lei é clara: nos casos de urgência e emergência, a carência máxima do plano de saúde é de 24 horas a contar da contratação. A negativa após esse prazo costuma ser abusiva.
Tirar minhas dúvidas no WhatsAppO que a lei garante
A legislação e os Tribunais Superiores construíram um entendimento sólido sobre a cobertura de urgência e emergência durante a carência.
O artigo 12, V, "c", da Lei 9.656/98 fixa em 24 horas o prazo máximo de carência para atendimentos de urgência e emergência. Passado um dia da contratação, a cobertura já é devida.
A Súmula 597 do STJ considera abusiva a cláusula que limita o atendimento de emergência. A tese de "apenas 12 horas" não prevalece: a cobertura vai até a alta médica, inclusive UTI.
A caracterização da urgência cabe ao profissional que assiste o paciente, não à operadora. O relatório médico é a prova central de que o caso exigia atendimento imediato.
O STJ reconhece que a recusa indevida em situação de emergência pode gerar dano moral, por aprofundar o sofrimento do paciente e da família. Cada caso deve ser analisado individualmente.
Quando a recusa acontece
O familiar está no pronto-socorro. O médico indica a internação ou cirurgia de emergência. E o plano responde que o contrato ainda está em período de carência. A sensação é de impotência, porque a saúde não pode esperar pela burocracia.
O que muitas pessoas não sabem é que a carência de 180 dias e a Cobertura Parcial Temporária (CPT) de 2 anos não valem para urgência e emergência. A lei tratou esses casos de forma diferente justamente porque envolvem risco à vida. Entender isso muda completamente a conversa com a operadora.
Situações que costumam ser cobertas
Cada contrato e cada quadro clínico têm particularidades. A análise do relatório médico e da negativa é o que define o melhor caminho.
O que fazer agora
A operadora é obrigada a fornecer documento formal com a justificativa da recusa. Esse papel é uma prova importante.
O documento que descreve o quadro e indica a urgência é a peça central para demonstrar que o atendimento não podia esperar.
Em hospital particular, é possível custear e depois buscar o ressarcimento. A prioridade é a saúde do paciente.
Quanto antes a situação for avaliada, mais rápido se busca a solução.
Soluções são possíveis.
Casos de urgência e emergência têm regras próprias. Vale conhecê-las antes de aceitar a resposta do plano como definitiva.
Perguntas frequentes